Ashia-Capítulo 1

Família Alcântara

 

O recolhimento muitas vezes é uma arma de defesa, que pode tornar-se uma “faca de dois gumes”; ele pode distanciar você de pessoas e lugares, como uma autopunição inconsciente por medo da dor e da rejeição. Você não precisa viver fisicamente longe de todos para se recolher, basta que a sua alma esteja longe o suficiente para se perder em si mesmo; não se sentir parte de alguma coisa, não encontrar o seu lugar no mundo e na vida.

O quarto pouco iluminado era convidativo para seguir dormindo naquele sábado de Março preguiçoso; no ambiente, poucos e antigos móveis distribuídos de forma singela, traziam o aconchego da casa simples em que a família Alcântara vivia. O aroma de café pela manhã invadia os pequenos cômodos como um rio invade o seu curso. E era assim em todas as manhãs, aquele aroma que enche as narinas mesmo quando se está dormindo profundamente. Essa era a casa de uma pequena família, com alguns dramas, algumas perdas, umas tantas alegrias, muito silêncio, muito amor, mas cheia peculiaridades; tantas que a própria filha desconhecia. Duas mulheres com  personalidades bem diferentes, mas que se complementavam na união e cumplicidade que existia entre elas, mesmo no silêncio, mesmo quando uma não tinha nada a dizer à outra, elas se conversavam. Existia uma conexão de alma ou algo assim, aquela coisa rara de se ver, mas que aquece o coração. Dona Geni, uma jovem senhora de seus 55 anos; por vezes calada, mas sempre atenciosa com todos e principalmente com a sua filha única; e apesar do pouco estudo era sagaz e repleta de conhecimentos que herdou da família, e da experiência de vida adquirida ao longo dos anos; dedicada e trabalhadora que só ela, aprendeu com a dificuldade à ter muita fibra por baixo daquela aparência de mulher frágil; o corpo delgado, estatura baixa e mãos de fada para acalentar as dores da filha, a pele negra que pouco ou quase nada sentia do peso da idade; em seu rosto trazia a impressão de saber mais do que dizia e ter sofrido mais do que muitos poderiam imaginar.

Assim que engravidou de Liz, viu portas e mais portas se fecharem para ela, viu a família virar as costas para as suas dificuldades, e um mar de obstáculos aparecerem durante a gestação e o crescimento da filha, era isso o que ela contava para a pequena Liz, para explicar os motivos de não conviver com os parentes. Em seu trabalho como empregada doméstica ela tentou suprir as necessidades das duas, e o mais importante, tentou ser o mais presente possível no crescimento da pequena Heloísa; e mesmo chegando do trabalho muito exausta, e por diversas vezes ter encontrado a menina dormindo, ela sempre estava ali, presente de corpo e alma. Dona Geni, apesar de não ter o apoio da família, tinha uma amiga inseparável, a sua grande amiga Joana, vizinha das Alcântara, moradora do mesmo bairro da zona oeste de São Paulo; mãe de três filhos, Marcelo, Aline e Pedro, o caçula da família, melhor amigo de Liz na infância e adolescência; foi Joana quem apoiou a amiga e cuidou da filha da amiga, na ausência da mãe.

Sendo pai e mãe de Heloísa, Dona Geni se dividia entre as visitas ao médico, a escola da filha, trabalhos escolares, noites sem dormir e o trabalho como empregada doméstica, onde ela geralmente fazia horas extras à fim de melhorar o rendimento da família.

Liz herdou da mãe a etnia negra, o nariz largo, os olhos de jabuticaba; mas a boca, hum a boca Liz acreditava ter herdado de seu pai, que nunca conheceu, tinha uma boca que lembrava um coração, muito bem desenhada. Na estatura ela ganhava da mãe, media 1,75, com uma silhueta com grandes proporções nos ombros e no quadril; e para ela o seu corpo estava perfeito, gostava de se olhar no espelho, se tocar, quando estava sozinha. A diferença de personalidade entre mãe e filha era muito evidente, o gênio da menina era algo a ser destacado; Liz, como era chamada por seus amigos e pela mãe, sempre teve uma personalidade forte, decidida e teimosa, queria as coisas do seu jeito; mas em alguns momentos se retraia em seu mundo, ficava calada, quase como se não estivesse presente; perdida em seus pensamentos.

Com o tempo ela aprendeu a enfrentar os obstáculos sem se deixar intimidar, desabrochar a personalidade; e mesmo que alguma situação fosse assustadora, ela enfrentava de peito aberto e de alguma forma encontra a força que precisava para seguir adiante; o conjunto da obra é o que podemos chamar de flor Adenium*, em beleza e em complexidade, difícil de ser cultivado mas quando é permitido o seu crescimento, você percebe a beleza escondida em seu interior.

As barreiras que Liz construiu ao seu redor; eram para a sua proteção e disso ela nunca abria mão, pelo menos durante os anos escolares. Mas se engana quem pensa que esse recolhimento do mundo seja por um motivo fútil ou por puro desprendimento da vida social; não, ele foi construído com o passar dos anos para sobreviver, para enfrentar aqueles momentos que marcam a vida de uma jovem; pequenos descasos, zombarias, humilhações, desprezos e própria dificuldade de entender a si mesma. Seria hipocrisia não mencionar que viver com o preconceito foi uma tarefa difícil para Liz, cuidar das feridas não é fácil, se proteger muito menos. Seja por não ter um pai presente, seja por ser muito pobre, o cabelo crespo, a pele negra, e traços expressivos em seu rosto, ela sempre precisou ficar alerta e levantar o seu muro quando fosse necessário. Ela tinha a sensação que precisava lutar sempre, estar sempre alerta e pronta para se proteger; viver assim sempre foi pesado, tão pesado que às vezes parecia sufocar o peito. Ás vezes ela tinha a sensação que não suportaria; uma dor tão forte que doía a alma, e ela não sabia por que as coisas tinham que ser assim. Porque? Porque a tratam de forma diferente? Ela por acaso era um ET? E por acaso um ET precisa ser maltratado por ser quem é? Diferente? E afinal, o que é ser diferente? O que é ser igual? Isso ela nunca descobriu, ao menos não durante a adolescência. Com seu escudo, Liz não permitia qualquer pessoa se aproximasse, era como um gato assustado, que por não se sentir seguro possui as artimanhas para ser invisível aos olhos dos possíveis predadores; na maior parte da infância e adolescência enquanto estava na escola, ela ficava só observando, de longe; talvez por estar cansada de ser rejeitada por algumas crianças, por não se sentir parte daquilo; porém, mesmo com toda essa desconfiança e fortaleza, poucas pessoas ainda assim, se aproximavam dela, sem que ela precisasse fazer qualquer esforço; como por exemplo, a professora de matemática, o professor de biologia, e outras duas meninas da escola que faziam parte daqueles que puderam conhecer um pouco quem era a pequena Liz.

Ela nunca conheceu o pai, nem mesmo por fotografia, nunca recebeu um beijo de boa noite, ou brincou de cavalinho, não abraçou, não recebeu feliz aniversário, não ouviu a sua voz, não soube o que é ter uma presença paterna, não tocou o seu rosto e nem mesmo sabia o que tinha acontecido com ele, se estava vivo ou morto; essa ausência fazia tanta falta, ah se ele soubesse! Desde que sabia que era gente, esperava pelo pai, um homem alto e negro entrar pela porta, de repente e fingiria surpresa. Mas isso nunca aconteceu, os anos passaram e aquele pai nunca chegou. No lugar do rosto aparecia um borrão, uma imagem embaçada e distorcida, uma lacuna a ser preenchida, aquela que ela tinha criado em sua mente quando tinha 10 anos, somente um borrão. Talvez o sentimento de ter sido rejeitada pelo pai, aumentasse a sensação de ser rejeitada pelo mundo que ela conhecia. No lugar do pai, Liz colocou a imagem da mãe, uma imagem quase canonizada da sua e amiga, amor de mãe que ela conheceu e por isso era muito grata; a mulher que nunca a abandonaria, o braço forte e acalentador, a mulher de fibra e o seu exemplo.

Dona Geni tentou ser presente no que foi possível, dando amor, ouvindo, ensinando, orientando para a vida e disciplinando (ou tentando disciplinar).

Liz de forma inconsciente, se recolheu em seu mundo, fez isso boa parte de sua vida e não se mostrou; se escondeu por que o mundo a assustava, se sentia insegura, frágil, deslocada e permaneceu assim até que descobriu quem ela era; se olhou, se amou e aos poucos a vida deixou de ser um abismo, uma guerra, um buraco negro.

Mas ela mudou, ela cresceu e novas coisas estavam por vir.

O quarto foi abandonado, reportando a jovem mulher à uma praia ensolarada do Rio de Janeiro; mas o sol quente não aquecia a pele de Liz, nem um único raio de sol encostava nela; mas a brisa do mar, fresca e revigorante, acariciava aquele rosto e o tempo pareceu eterno, permaneceu de olhos fechados aproveitando aquela sensação de paz e harmonia, com os pés enfiados na areia; ela esperava por alguém, alguém que ela ainda não sabia quem era. Mas sabia que esperava. Em instantes ao seu lado surgiu uma figura masculina, e mesmo sem encarar aquele rosto o seu coração o reconheceu e um sorriso largo e bem disposto manifestou-se na jovem mulher sentada a beira da praia. Quando deu por si, estava de pé ao lado dessa figura, com um silêncio sinfônico das duas bocas, observava aquele rosto que parecia familiar mas que naquela hora não encontrou nome; eles se conheciam, porém nenhuma palavra foi dita, foi o típico caso em que as emoções são tão grandiosas que as bocas emudecem para sentir o momento. Aquela boca pequena, que ao sorrir derreteu o coração de Liz, sorriso largo com os dentes de cima aparecendo; lábios simétricos que casavam com o contorno do seu rosto era o melhor olá que alguém poderia receber. A barba mediana contornava os lábios, invadiam o queixo e abaixo das maçãs do rosto. Ele usava óculos de armações finas que completavam um quadro que a fez perder o fôlego, estaria sonhando?

Se aquilo era um sonho, certamente ela não queria acordar; então lentamente se aproximaram como se as duas bocas quisessem se unir em um beijo épico, os olhos congelados um no outro, as mãos dele pousadas no rosto dela e as mãos dela na cintura dele, enquanto as suas bocas se aproximavam mais e mais…até que o chão começou a tremer. Eles sentiram o tremor, e se afastaram olhando um ao outro e ao redor, sem falarem uma só palavra. Liz sentiu uma sensação pesada no ar, como ondas vindo em sua direção para tirá-la do chão de areia; ela olhou para os olhos dele, e de repente aquele homem se tornou uma nuvem densa e escura, e foi desaparecendo. O êxtase anterior esvaiu-se e deu lugar ao medo que subiu pela espinha; Liz ficou paralisada, literalmente não conseguiu sair do lugar, ficou congelada. Ela olhou ao redor e aquele céu cartão-postal escureceu e trouxe trovões e raios sobre nuvens negras e azuladas; tudo em volta parou, a praia com areia branca agora era tingida de escarlate, e exalava um odor de podridão. Perplexa e assustada, Liz olhou à sua frente e viu como o mar trazia corpos em decomposição aos montes, que eram jogados para a areia. Aquilo não parecia real, não podia ser real, ela perguntava quando iria acordar desse pesadelo do capiroto.  Ela queria correr, mas o seu corpo que antes estava paralisado agora ficava mais leve, cada vez mais leve e leve, olhou para aquele homem e aos poucos ele foi desaparecendo como se fosse uma fumaça fantasmagórica. Desesperada e sem saber o que fazer enquanto seu corpo se elevava mais e mais alto, tentou gritar pela mãe, por deus, por alguém, aquilo não podia ser real; real ou não, ela tentou gritar, mas foi em vão, não saia som alguém enquanto tentava gritar em desespero, longe do chão e a metros de distância sentiu que foi jogada de volta a areia, sua única atitude foi fechar os olhos e pensar que estava tudo acabado.

-Aaaah. Liz se debatia na cama e gritava – Ahhhhhhhh. Em meio a gritos e choro foi socorrida por Dona Geni que tentou acalmá-la. Despertou em prantos, com a mãe ao seu lado olhando-a sem saber o que fazer.

-Mãe, mãe, eu tô em casa? O que… enxugava as lágrimas em meio as palavras entrecortadas.

-Calma filha, foi só um pesadelo, calma, você está bem, está segura.

Aquela sensação ruim foi a pior que ela já tinha experimentado, e uma mistura de angustia com alívio permaneceu no corpo dela por algumas horas, aquilo era incomum e muito perturbador. Após o banho ela procurou forma de esquecer aquele sonho e se entreter, afinal um sonho é só um sonho, será? Com o passar do dia, Liz observou a mãe, parecia ansiosa, preocupada e distraída, alguma coisa estava acontecendo? Algo grave? Ela não disse nada e só observou a Dona Geni adoçando o arroz, ora com o olhar perdido ora com uma expressão de preocupação. O que a perturbava? Por que ela não compartilhava a sua preocupação? No final do dia, ela decidiu confrontar a mãe para descobrir o que era tão grave que a perturbava.

Como que por intuição, em todos os momentos em que Liz rondava a mãe para saber o que a preocupava, a mãe corria pelas beiradas e saia do alvo das perguntas, o que deu a impressão de que escondia alguma coisa importante. Com a sua persistência, ela conseguiu colocar a mãe contra a parede e perguntar o que a afligia, mas não existiu resposta, só o silêncio, mas ela continuou insistindo até que ouviu um simples:

– Precisamos conversar, mas não agora, tudo tem o seu tempo Liz.

Ela não quis insistir, então foi se ocupar com outras coisas, mas volta e meia pensava que naquela manhã tudo estava estranho e fora do lugar, ou poderia ser só impressão dela por conta do sonho perturbador que teve naquele dia.

A noite chegou, e após terem comido, dona Geni foi para o quarto e Liz ficou na sala tentando ler um livro de uma de suas escritoras favoritas, Jane Austen, a leitura já se aproximava da metade do livro, quando sentiu uma brisa fria invadir a sala, com as janelas fechadas foi estranho entender do onde vinha essa brisa, na hora o sonho daquela manhã voltou a sua mente e todas aquelas sensações desagradáveis que ela queria esquecer, pensou no odor de carne pobre que sentiu, o medo daquela visão de morte, ela voltou a sentir medo do que viu; mas um som a tirou daquela visão, um som estranho vindo da estante, era de algo se movendo, quando encontrou de onde vinha o barulho viu o retrato da mãe próximo à um enfeite que se movia como se alguém o balançasse para frente e para trás.

– Mas…o quê…

Aproximou-se lentamente e em um instante tudo ficou silencioso, seria outro sonho? Objetos não se movem sozinhos.

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Radiestesia: O que é e como funciona

A Radiestesia faz parte de um conjunto de terapias holísticas, e que com o passar dos anos vêm ganhando mais e mais força. Mas afinal o que são as terapias holísticas?

Podemos definir como uma visão global de tratar a um paciente, em que não se preocupa em ver somente a doença em si e as consequências dela, mas o que levou esse corpo a adoecer, avaliando fatores como: emocionais, mentais e energéticos.  Vamos entender melhor os benefícios em experimentar essa forma de tratamento e como ela mudou a vida da nossa entrevistada.

Mas antes vamos entender o que é a Radiestesia, palavra provém de uma junção de dois termos, um deles vindo do latim, Radius que significa radiação, e outra de origem grega, que significa sensibilidade, ou seja, sensibilidade as radiações. Renata Saladino explica como é o seu trabalho na radiestesista, e como mudou a sua vida e a vida dos seus pacientes.

Ao conhecer a Renata Saladino, é fácil perceber uma mulher de personalidade forte e acolhedora; e se você observá-la bem, notará um olhar enigmático, daqueles que nos fazem pensar: quais serão os mistérios que ela traz na alma?, de repente os nossos olhos pairam na estrutura delgada e aparentemente frágil de Renata Saladino, mas não se deixe enganar pelo que vê, pois, como diz o ditado: não julgue o livro pela capa! você vai se surpreender quando conhecê-la melhor, essa fragilidade fica quase imperceptível quando conversamos com ela.

(…) “A RADIESTESIA É UMA TERAPIA QUE PROCURA ESTUDAR QUAIS SÃO OS CAMPOS ENERGÉTICOS QUE MELHORAM OU PIORAM A VIDA DO SER HUMANO, TUDO O QUE RECAI SOBRE NÓS E QUE PODE AUMENTAR OU DIMINUIR A NOSSA QUALIDADE DE VIDA, COMO POR EXEMPLO: A ELETRICIDADE, A QUALIDADE DA ÁGUA, AS ONDAS ELETRO-MAGNÉTICAS, A INTERFERÊNCIA OU NÃO DO USO DO CELULAR E DE TELEFONES COMUNS NA NOSSA SAÚDE, SE O MICROONDAS REALMENTE EMITE ENERGIA PREJUDICIAL, SE O USO DA TELEVISÃO NOS ATRAPALHA, ENTRE OUTROS (..)

Porém, a radiestesia também trata de assuntos mais subjetivos, como por exemplo, o campo emocional, quais são as emoções que ajudam ou atrapalham; no campo mental: quais são os pensamentos que atrapalham ou que ajudam o paciente, e normalmente quem estuda a radiestesia termina trabalhando com os objetos de autoconhecimento e também como terapeuta.

Depois de analisar alguns clientes com problemas sentimentais, relacionados a infância, ela percebeu que estava realizando um trabalho de psicoterapia com eles, e decidiu trabalhar com florais para desbloquear essa energia.

Esse interesse surgiu, após alguns acontecimentos que fizeram com que ela reavaliasse a sua vida, o seu nível de stress estava em um nível muito alto, e antes de 1999, com apenas 23 anos ela já tinha retirado três nódulos do seio, e ainda recém-casada o seu marido faleceu após ser diagnosticado com câncer:

(..)”NA ÉPOCA EU ESTUDAVA DECORAÇÃO, E EU PERCEBI QUE PARA VOCÊ AGUENTAR AS DIFICULDADE DO DIA A DIA, QUE PODEM SER: O CHEFE , PRESSÃO SOCIAL, PRESSÃO DE TER QUE SE VESTIR BEM, ESTAR SEMPRE CONECTADO, A EXIGÊNCIA DE TER CONHECIMENTO, DE POSSUIR BEM MATERIAIS, OU SEJA, TUDO O QUE ENVOLVE FAZER EM UM PARTE DE UMA SOCIEDADE, É MUITO GRANDE, E POR CONSEQUÊNCIA O MEIO EM QUE VOCÊ ESTÁ INSERIDO GERA UMA PRESSÃO MUITO GRANDE, E POR ISSO É EXTREMAMENTE IMPORTANTE MANTER UMA BOA QUALIDADE DE VIDA.”(..)

Com toda essa reviravolta em sua vida, ela aprendeu que é importante fazer e usar na nossa vida aquilo que gostamos, e que  ás vezes é necessário a desaceleração, nos afastar de algumas coisas para que a vida melhore, precisamos aprender a afastar aquilo que não nos  convém. Mas veremos como a radiestesia vai além da análise da energia, mas ela utiliza também técnicas científicas como: geometria plana (estudo matemático das figuras que não possuem volume), geometria sagrada (estudo das formas e proporções que estão no micro e macrocosmo como método de entender a vida como um todo), símbolos que melhoram a energia do lugar, e que algumas pessoas podem pensar que isso é magia, mas na verdade esse símbolo emite uma energia e essa energia é chamada de energia de forma, e ela tem haver com o formato do objeto. A radiestesia trabalha com máquinas radiestésicas, máquinas emissoras de vibrações, cristais, e alguns radiestesistas trabalham com orgonites (resina de vidro, limalha metálica e cristal de quartzo, endurecido em algum molde). Com essa terapia é trabalhada a qualidade da água, a qualidade do ar, mas de acordo com a radiestesista Renata, “nesse processo você aprende a desacelerar o corpo, a trabalhar a meditação, então isso acaba envolvendo várias técnicas”.

Atualmente, ela trabalha com a radiestesia, a astrologia e o floral, mas também com um trabalho coadjuvante com pessoas diagnosticadas com câncer, que normalmente são pessoas que guardam muitas energias dentro de si, e muitos sentimentos que precisam serem colocados para fora, para ajudar na própria cura; ela não afirma que a radiestesia cure doenças, mas pelo efeito que a própria Renata sente desde 1999, até hoje em sua vida, ela garante tranquilamente que nunca mais teve nenhuma doença grave, nenhuma neurose, não fez mais nenhuma cirurgia, e que com esse tratamento melhorou muito a qualidade de vida dos seus pais e a dos seus clientes também.

Ela defende a ideia de que a radiestesia possa ser vista como uma técnica coadjuvante para que você se conheça, conheça o que o aflige, atinge, o que importa realmente, o que agride especificamente o nosso Ser, que é diferente de qualquer outro Ser, e isso auxilia na saúde e no bem-estar.

Isabela: Para ter a formação de radiestesista, é necessário cursar a Universidade ou um curso técnico?

Renata S.: Para ser radiestesista é necessário fazer alguns cursos, se houver  interesse por parte do radiestesista, ele pode se filiar ao ABRAD e realizar uma prova como se fosse uma habilitação da ABRAD (Associação Brasileira de Radiestesia), sendo um curso com reconhecimento no exterior.

Na Europa a radiestesia é muito usada, principalmente na Alemanha e no Japão, as suas técnicas estão relacionadas com a arquitetura e a engenharia, por exemplo, antes de elevar um edifício é realizada uma análise da energia ambiente, e de como levantar um prédio, de uma maneira para que se possa aproveitar melhor a água, o ar e a circulação, coisas que não são feitas aqui no Brasil.

Isabela: Quanto tempo em média dura o tratamento?

Renata S.: Depende do caso, da situação de cada paciente, têm pessoas que fazem radiestesia porque possuem um terreno, pretendem construir e querem saber se o local possui poço de água, alguma pedra que emite irradiação, se está próximo a alguma antena, e dentro da física, isso tudo são estresse celulares, e que prejudicam o que nosso corpo. Em alguns casos, tratei de pacientes com rejeição alimentar, alguns com câncer, hiperatividade, ansiedade ou depressão, até mesmo caso de pessoas com cansaço excessivo na casa onde ela reside ( que estava relacionado a radiestesia, influenciada por energias muito densas, e depois que é feita a anulação dessa energia, mais ou menos em 15 dias o paciente começa a sentir a diferença.

Isabela: E como é feito o uso do pêndulo das consultas?

Renata: O pêndulo é um instrumente de comunicação com o que nós chamamos de supraconsciente, ou seja, ele capta impulsos eletromagnéticos e esses impulsos fazem ele responder sim ou não, ou até perguntar mais complexas, se o operador souber fazer essas perguntas, porque ele não capta somente o seu consciente (o que sabe) mas ele está captando também o seu inconsciente. Supraconsciente é um mistura do seu consciente e o seu inconsciente, e ele dá uma resposta mais sincera, porque ele não passa pelo seu julgamento, então quando responde alguma coisa com o supraconsciente, você responde o que sabe e não o que você acha ou que você quer, e assim o radiestesista capta a verdade do cliente, talvez até a verdade que ele esconde de si mesmo.

Contato: Renata Saladinho (011) 99338-6433